Fiquei com ela na cabeça desde aquele dia
Numa rua sem saída, tinha toda uma tensão
Vendo a lua dividida entra a janela da sala e a cortina
Não sabia muito bem nem qual era a estação
Havia jogos de azar e luzes de neón
Estava de calcinha e blusa azul
Arrasando entre todos no lugar
Sabia provocar, mas não gosto de competição
Puxa pro lado e me mostra só pra me desconcentrar
Dá risada e eu fico são, já é madrugada
Assisto outro programa no quarto ao lado
Coração acelerado, drinks no copo de vidro
Chega em meu ouvido e sussura
_"Sabia que sou eu naquele quadro?"
Vamos pra parte de cima
à direita das escadas
Sua boca é um veneno letal
Não tem urgência ou aflição
É só eletricidade de corpos com tesão
Suas pernas, um convite
Viajo em suas curvas
Como quem não sabe desacelerar
Ela é terremoto, eu sou o prédio a desabar
Bagunça minha noite
Descomplica meus instintos
Seja lá de onde tenha vindo
Nem importa pra onde for
Tudo que aconteceu.. por lá ficou. RR
Nenhum comentário:
Postar um comentário